Até logo

Postado em: 30 de agosto de 2011

Tia Nezinha morreu.

Foi essa madrugada.

Ela já estava na UTI há alguns dias, e essa noite não suportou.

Dormiu.

Tia Nezinha, minha tiazinha foi a pessoa mais doce que já conheci. Costumo dizer que ela era pura, singela como uma florzinha do campo.

No segundo semestre de 1987 mudei de escola. É que Vítor ia nascer e eu precisava ficar mais perto de casa.

Na época a escola que eu fui era pequena e fazíamos Educação Física ao lado dela, em uma área verde. Nessa área tinham umas florzinhas bem miudinhas, amarelas. Pareciam que tinham sido feitas com uma pétala só, enrroladinha. Linda, singelinha. A tia Nê.

Ela era assim: discreta como aquela florzinha e linda, lindinha.

Observadora… Sabia diferenciar o certo do errado de longe.

Me lembro uma vez que eu, morta de paixão, mostrei a ela a foto do meu amado. Ela olhou rapidinho e disparou:

“Minha filha, arruma outro”

Eu tonta, defendi o moço e fui viver minha paixão. Me lasquei! Se tivesse ouvido aquela vozinha mansa tinha evitado tanta coisa…

Ela observava e sabia tudo sobre tudo. Quietinha, caladinha, era sábia, muito sábia.

Assim como tenho saudades gigantes do tio Clemente vou sentir muita falta da tia Nezinha, minha tiazinha.

Toda vez que me via ela me abençoava e falava que estava orando por mim. Isso não tem preço, nem quem substitua.

Por isso fica a lição do dia:  Cuidar e curtir as pessoas amadas. Isso tem que ser feito hoje e todo dia.

Vou sentir saudades.

Mas é só por um tempo.

Beijos pra você que me visita.

Passei pelas mudinhas ontem e hoje. Estão secas e tristinhas. O moço do carro das bolinhas desapareceu.

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