Arquivos de outubro 2011

Preciso aprender a ficar calada.

Sempre falei muito, desde cedo na vida. Minha mãe conta que quando fiz 01 ano já falava feito uma maritaca.

Mas agora, mais que nunca nessa vida, preciso aprender a me calar. A não falar, não perguntar, pra enfim, não acabar escutando o que não quero ouvir.

O telefone tocou e ela começou a falar como uma metralhadora giratória. Me perguntou e eu respondi, passei as informações que ela queria. Devia ter dito tchau quando a conversa já não tinha mais o que render. Mas não. Depois de falar tudo o que ela queria, comecei a perguntar. Aliás, comecei a encomendar uma entrevista. Ela anotou tudo o que eu queria saber e desligou.

Parei pra pensar.

Quando tivesse todas aquela informações que julgava serem preciosas, o que afinal faria com elas? No que elas contribuiriam pra minha felicidade?

Coloquei o telefone pra tocar.

“Olha, esquece a entrevista. Não precisa perguntar nada não. Não quero saber. Já dizia o sábio: “A ignorância é fator preponderante pra felicidade.” Por favor, não me conte nada. “

Bem nessa hora, outra vez, devia ter dito tchau. Mas não disse.

Continuei falando e falando e como falei…

Falei muito mais do que devia. Respondi a todas as perguntas das quais eu tanto fujo a tanto tempo. Ao invés de entrevistar, fui entrevistada.

Só disse tchau depois de ter chorado, sentido dor no peito, ficado sabendo o que não devia, ter falado o que não queria.

Preciso aprender a me calar.

Pensar mais que falar, fazer mais que pensar e chutar sempre que preciso. Todo o tempo, o tempo todo.

Beijos pra você que me visita.

Vivian.

 

“Meu amigo Óscar é um desses príncipes sem reino que andam por aí esperando que você o beije para se transformar em sapo. Entende tudo ao contrário, acho que é por isso que gosto tanto dele: as pessoas que acham que entendem tudo direito acabam fazendo tudo às vessas, e isso, vindo de alguém que vive metendo os pés pelas mãos, é muita coisa. Ele olha para mim e pensa que não estou vendo. Imagina que vou evaporar se ele me tocar e que, se não me tocar, quem vai evaporar é ele. Óscar me colocou num pedestal tão alto que não sabe mais como subir. Acha que meus lábios são a porta do paraíso, mas não sabe que estão envenenados. Sou tão covarde que, para não perdê-lo, não digo nada. Finjo que não estou notando e que vou mesmo evaporar…

Meu amigo Óscar é desses príncipes que deveriam se manter afastados dos contos de fada e das princesas que guardam. Não sabe que é o príncipe azul quem tem de beijar a bela adormecida para que ela despertede de seu sono eterno, mas isso acontece porque Óscar não sabe que todos os contos são mentiras, embora  nem todas as mentiras sejam contos. Os príncipes não são encantados e as adormecidas, embora belas, nunca despertam de seu sono. É o melhor amigo que tive na vida e se algum dia eu der de cara com Merlin, vou agradecer por ter colocado Óscar em meu caminho.”

Com suavidade e riqueza de detalhes Óscar conta de maneira simultânea histórias de pessoas que vão se encontrando,  se afastando e vivendo com a força desses encontros. Sua história com Marina como pano de fundo dá o tom e torna esse romance  envolvente e apaixonante.

A companhia de Marina, pelas mãos de Carlos Ruiz, realmente é agradável conforme o prometido.

Chegar mais perto pra ver o que mais há de bom.

Beijos pra vc que me visita.

Vivian.

Tenho o que dizer mas não há tempo.

Preciso contar dos livros que li, músicas que ouvi, pessoas que conheci. Relatar os planos que estão tomando forma, os sonhos virando imagem, as pessoas que se aproximam, que se afastam a cada dia…

Preciso dizer quem vi, por que ri em que momento chorei.

E tanto a dizer… Mas não há tempo.

Talvez esse fim de semana que tudo indica será deliciosamente chuvoso eu pare e fale.

Sente tranquila, quieta e quente e fale, fale sem medo, sem amarras, sem puder. Simplesmente sente e fale, gargalhe no seu ouvido até a hora de partir.

Vou me programar pra isso, tenho saudade, mas me falta tempo.

Beijos pra você que me visita.

Vivian.

Tem tempo que não passo por aqui e to com saudade.

Aconteceram muitas coisas bacanas que agora não dá tempo de contar.

To passando só pra que os inúmeros visitantes diários não se sintam abandonados.

Semana que vem conto os livros que li, os lugares por onde andei, minha quase morte e as decisões e atitudes que tomei.

To com saudade de vir sempre.

Virei mais.

Beijos e fim de semana chuvoso e aconchegante pra vc.

Vivian.

Amo pão de queijo.

Assim, gosto mesmo, de verdade. Gosto tanto que se por acaso você me oferecer tal iguaria pode ter certeza, vou aceitar.

Até por que não sou daquelas de dizer: “Não obrigada, estou de dieta”. Não! Definitivamente nunca estou de dieta e quando o assunto é pão de queijo aí é que não tem restrição mesmo.

Aqui perto, do outro lado da rua tem uma banca de jornal que vende um pãozinho de queijo bem gostoso. Eles custam R$0,50. Partindo desse princípio não se pode exigir que seja um legítimo pão de queijo, ele é mais pra pão de quê. Mas mesmo assim tá valendo. Pelo menos 01 vez por semana como dois logo cedo.

Geralmente eu vou, pego o pãozinho de quê e como enquanto volto pro trabalho. Eles são bem pequenos, então quando o elevador chega ao andar que desço já não tem nem sombra de pãozinho.

Ontem enquanto comia  tava ouvindo uma musiquinha bem legal que vinha de um carro que estava encostando em frente a banca.

Boazinha a música, animadinha…

 Tenho um dispositivo dentro de mim que faz com que me movimente ao som de qualquer música. É no mínimo engraçado. Por que dançar no sentido real da palavra é algo que eu não sei fazer. Não danço nada, de verdade. Se eu tiver sentada me movimento maravilhosamente ao som de qualquer coisa, mas se eu ficar de pé… Pronto! Me movimento, mas sem dar um passo pra frente nem pra trás.

E era exatemante isso que fazia enquanto comia e lia a capa das revistas: Chacoalhava uma perna só. Meu jeito de curtir a música.

Enquanto isso o moço foi estacionando, acertando o carro ao lado do meio fio…

Quando acabei de comer e virei as costas o moço desligou o som, desceu, fechou o carro e foi embora.

Sabe né? Cada um acredita no que quer…

Então. Eu acredito que o moço me viu “curtindo a música” e me esperou terminar de comer e ir embora.

Será que to delirando?

Acho que não.

Acredito perfeitamente que ganhei um presente de delicadeza.

Eeee lá lá. Êta Bibizinha… kkkk

Beijos pra você que me visita.

Vivian.

 

Mesmo com toda a vontade que sentia de entrar embaixo da cama e ficar lá pra sempre não foi isso que fiz durante o find.

É. Aprendi que quanto mais vontade você tem de se esconder mais se deve aparecer.

Ir pra rua, sair, passear, mostrar a cara forçadamente risonha!

E foi isso que eu fiz.

Fui pra rua, vi gente, conversei, dei risada, comi um churrasco MARAVILHOSO, assisti a um show e tudo. Enfim, me diverti! 🙂

É certo que o coraçãozinho bocó tava apertado e doendo. Putz grila! É meu caro, o coraçãozinho bocó voltou a doer e muito! Tá apertado, esmagado, doendo, latejando. Uma merda sentir isso. Eu jurava que já tinha passado, mas ainda não passou. Tá passando, acabando, mas ainda por aqui…

Então, deixa eu te contar do show…

Pra começar a comemoração do 51º aniversário do  Lago Norte teve um show triplo no estacionamento Deck Norte, com Móveis Coloniais de Acaju, Hamilton de Holanda e Marambaia.

Pra início de conversa choveu no horário marcado, mas quando começou, que delícia…

No Marambaia tem um cara que toca rock roll no bamdolim! Pense! Assim, não tem como falar o que é isso, bom demais!

Móveis Coloniais são simplesmente fantásticos! O vocalista parece uma lumbriga cabeluda em pé no asfalto quente! Pula feito um maluco no palco, e inacreditávelmente a voz do moço não sofre alterações. Tentei enteder qual é a dinâmica da coisa, mas minha compreesão não alcançou tal entedimento! Como é, que uma pessoa consegue dançar, pular como um maluco e a voz maravilhosa nem tremer?

Muito legal, muito bom mesmo. Eu e meu coraçãozinho bocó nos divertimos pra caramba!

E o Hamiltinho? Aaaa não preciso falar dele né? Ele já é paixão antiga. Agora ele mais Móveis, simplesmente tudo de bom.

Aliás, to começando a achar que tudo que se junta com o Hamilton fica mais que bom!

Enfim, Consegui colocar minha carinha na rua e disfarçar o que o coraçãozinho bocó tá sentindo.

Hoje parece que já passou muita coisa, muito tempo…

Uma hora eu sei que vou olhar pra trás e não vou nem lembrar, mas enquanto esse dia não chega…

Enquanto esse dia não chega grudo um sorriso de plástico aqui na cara e vou pela estrada a fora…

Beijos pra você que me visita.

Aaaa vi ontem Larry Crowne – O amor está de volta. Muito chato. A história é legalzinha porém previsível. Mas o filme é lento, lerdinho. Vítor dormiu de fazer gosto.


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