Silêncio

Postado em: 28 de outubro de 2011

Preciso aprender a ficar calada.

Sempre falei muito, desde cedo na vida. Minha mãe conta que quando fiz 01 ano já falava feito uma maritaca.

Mas agora, mais que nunca nessa vida, preciso aprender a me calar. A não falar, não perguntar, pra enfim, não acabar escutando o que não quero ouvir.

O telefone tocou e ela começou a falar como uma metralhadora giratória. Me perguntou e eu respondi, passei as informações que ela queria. Devia ter dito tchau quando a conversa já não tinha mais o que render. Mas não. Depois de falar tudo o que ela queria, comecei a perguntar. Aliás, comecei a encomendar uma entrevista. Ela anotou tudo o que eu queria saber e desligou.

Parei pra pensar.

Quando tivesse todas aquela informações que julgava serem preciosas, o que afinal faria com elas? No que elas contribuiriam pra minha felicidade?

Coloquei o telefone pra tocar.

“Olha, esquece a entrevista. Não precisa perguntar nada não. Não quero saber. Já dizia o sábio: “A ignorância é fator preponderante pra felicidade.” Por favor, não me conte nada. “

Bem nessa hora, outra vez, devia ter dito tchau. Mas não disse.

Continuei falando e falando e como falei…

Falei muito mais do que devia. Respondi a todas as perguntas das quais eu tanto fujo a tanto tempo. Ao invés de entrevistar, fui entrevistada.

Só disse tchau depois de ter chorado, sentido dor no peito, ficado sabendo o que não devia, ter falado o que não queria.

Preciso aprender a me calar.

Pensar mais que falar, fazer mais que pensar e chutar sempre que preciso. Todo o tempo, o tempo todo.

Beijos pra você que me visita.

Vivian.

 

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