Saga da ursa

Postado em: 7 de dezembro de 2011

A última vez que falei da “ursa” o prato do microondas estava ricamente decorado com cera. Parte da cera que formava o lago foi retirada antes de endurecer e espalhada sem grande cuidado nas pernas “ursadas”.

Parei de te contar quando tinha como grande desafio da noite arrancar todo o grude que havia produzido.

A cera ainda estava meio quente e depois que nos falamos a última vez  fiz outras tentativas sem muito sucesso.

Desisti, e carregando quase toda cera do pote em minhas pernas fui tentar salvar o prato do microondas.

Tem coisa nessa vida que a vontade que dá é apagar a luz, bater a porta e sair correndo sem nem olhar pra trás. Confesso que isso era tudo que queria fazer quando me deparei com aquele prato completamente tomado por cera endurecida.

Misericórdia! O que é que eu faço?

Nessa hora todos os habitantes dessa casa já haviam se recolhido e eu tinha que tomar uma atitude!

Peguei o prato uma faca e comecei a esfregar.

Esfreguei, esfreguei e tive algum sucesso. Tirei muito do grude. Jogava fora, limpava e continuava.

Taquei água. Não adiantou absolutamente nada.

Álcool. Nada.

Álcool + bombril= algum sucesso.

Esfrega, esfrega, esfrega.

E aos poucos a cera foi saindo. Tinha hora que eu pensava: Não tem mais nada. Acabou. Passava a mão e achava.

No final terminei arrancando com a unha.

Tudo limpo!

Tudo não, ainda tinham as pernas! Duas, graças a Deus.

Lá fui eu: bucha vegetal e óleo bronzeador!

É! Não tinha outro óleo e esse é melhor que de cozinha né?

E lá fui eu: esfrega, esfrega, esfrega.

Quando terminei de esfregar e tirar tudo que podia fui procurar a cera que sobrara. Achei fácil, até por que dentro do pote,estava grudada em definitivo, a espátula de madeira. Coloquei tudo dentro de um saco, amarrei a boca e guardei.

E o resultado de tudo isso? Bem, não foi assim dos melhores. Como te disse a cera serviu mais pra fazer carinho que qualquer outra coisa.  Ficaram algumas ilhas aqui e acolá, mas…

Hoje cedo arrumei o cabelo, maquiei, coloquei o vestidinho cor de rosa e fui embora. Toda bonitona com as pernocas cheias de ilhas encantadas, um primor da depilação.

Quando é que vou tentar depilar com cera quente outra vez?

Nunca mais queridão. NUNCA MAIS!

 Aaa Só uma pequena dúvida: Pra que a cera foi guardada? Pra jogar fora depois, claro!

Beijos, Vivian.

2 Responses to "Saga da ursa"

Pois pintei a cena em minha cabeça… e como conheço vc bem vi vc em minha frente com seu desespero e com suas ilhas na perna…
Acho melhor não tentar de novo… é pra isso que tem a clínica depil e muitas outras. bjo
simplesmente adorei… vc está se revelando além de ótima escritora… sua personalidade meio que PATETINHA KKKK. bjo

Ufa! Ainda bem que é só meio Patetinha, pior seria se fosse Patetinha e meio. kkk
Beijos.

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