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Durante muitos anos, quando algo me contrariava eu suspirava e me encolhia.

Nao sei se vc tem conhecimento de causa, mas pessoas como eu, não sei se são aquelas nascidas em maio, ou as alérgicas, ou as faladeiras, ou as choronas… nao sei, mas pessoas como eu riem na mesma facilidade que choram.

Deve ser por isso que tenho um amigo que admirado diz:

“Você é a única pessoa que conheço que ri até mesmo quando chora.”

É verdade: eu rio enquanto choro. Mas também choro enquanto gargalho.

E não sei se sou só eu, mas gente feito a minha pessoa se entrega. De corpo, alma, coração, se joga e vai fundo. Não dá conta nunca de viver na superficialidade. Gente como  eu vai com tudo. E espero eu, que nem todos os amantes de chocolates, apaixonados por pipoca e que adoram andar descalço, assim como eu, se estabaquem como essa que vos fala.

Por que misericórdia.

Como me estabaco quando o assunto em pauto é por exemplo, o amoroso.

Hoje a tarde um tio me cobrava o casamento. E eu disse: “Tio, o senhor tá vendo que o caso tá grave. Então faz assim: Ore! Ore pelo meu dedo.”

Ele se assustou, arregalou o olho e admirado disse: “Pelo seu dedo?”

” É tio, ore pelo meu dedo que ele é podre.”

É verdade, Pessoas como eu, as do dedo podre, escolhem errado, se jogam, vivem intensamente e quebram a cara em muitos pedaço difíceis de colar.

Pessoas como eu, friorentas, que amam dormir e dispensam companhia humana por um bom livro, quando contrariadas e tristes ficam remoendo o motivo do dessabor e suspiram. Como suspiram.

E assim: remoendo e suspirando denunciam ao mundo o que estao sentindo.

Pessoas como eu, que gostam de ouvir música clássica enquanto trabalham mas não dispensam um bater a porta de casa como se fosse a geladeira, um dia param de se encolher.

E junto com os eternos suspiros começam a falar.

E quando começam…

Ai ai, ouvidos escolhidos preparem-se.

Quando pessoas como eu descobrem que problemas não devem ser resolvidos só no remoedor da solidão, mas também na boca do trombone as coisas começam a mudar.

E como mudam…

To precisando falar, mas falar muito com alguém que assim que eu publicar esse texto vai receber um alerta em seu celular avisando o fato.

“Oi amigo! É com vc mesmo.”

E ao falar vou estar lavando a alma. Mas pessoas como eu, falam tudo o que querem com educação e parcimônia, Até por que nós ensaiamos antes.

E menino, to desenvolvendo um esquema tático pra nossa conversa…

Pessoas como eu, descobrem, que quando acontecem fatos que contrariam o melhor remédio é o trabalho e ação.

Por isso, vamos trabalhar pra depois falar no ouvido do cidadão.

Afinal, pessoas como eu, que ouvem sem restrição quando falam é de coração.

Obrigada por me ouvir.

Falar  com vc é sempre um grande prazer.

Amigo, to falando com vc não viu? Vc tá me fazendo muito raiva.

Eita! Pessoas como eu não lavam roupa suja em público.kkkkkk

Fiquei leve, agora posso trabalhar.

Beijos muitos,

Vivian.

Tudo mudou de uma só vez e agora…

Agora o silêncio, a calmaria.

E por mais que eu grite não escuto a minha própria voz.

Silêncio.

Calmaria.

Movimento, corrida, novidades, luzes brilhando por todos os lados.

Sons. Muitos e diferentes sons e agora, a calmaria.

Irritante.

Sufocante.

Envolventemente sufocante e desesperadora calmaria.

Realidade.

Vivian Antunes.

“Hoje eu to de cabeça pra baixo.”

Declaração típica dos dias em que o encolhimento e ânimo estão proporcionais aos da umidade de Brasília no mês de agosto.

“Por que você está assim?”

“Hum! Temos alguns motivos…”

“Você pode descreve-los?”

“É melhor não. Os motivos que trazem encantamento são mais legais de serem descritos do que os que trazem encolhimento.”

“Então por que você não contou os motivos que te fizeram sorrir  todos aqueles dias que passou serelepe?”

“Aaa por que eu tava tão feliz que não deu tempo.”

“E já passou?”

“Quem? A felicidade?”

“Não é dela que estamos falando?”
 

“Passou não! O motivo da minha alegria ainda tá aqui. Mas hoje to encolhida por outros motivos dos quais não quero falar!” 

“Então vai ficar calada e amuada? Parecendo um morcego birrento?”

“Desde quando morcego dá birra ?”

“Deve dar! Ele também fica de cabeça pra baixo pra descansar não fica? Então! Sendo assim você está parecendo um morcego!”

“Nosso meu Pai! Que viagem!”

” Então conta!”

“Vou contar não! Que coisa. To encolhida e de cabeça pra baixo, só isso!”

“Então vou ficar calado.”

“Obrigada por respeitar meu silêncio.”

Cri

Cri

Cri

“Ixi! Dormiu! Agora sim, tá o  morcego em pessoa.”

Beijo encolhido pra vc.

Vivian.

Engraçado que sexta-feira te vi.

De perto depois de longe.

De perto, mas tão longe. Como sempre esteve.

De longe, mas tão perto. Como esteve, talvez por alguns dias, minutos talvez, nesses anos todos.

De perto foi bem rápido, como todo o sempre.

De longe foi mais tempo, como a maioria do tempo.

Depois de um longo tempo longe, passou e se foi.

Sem olhar, sem falar, sem dizer tchau.

Se foi.

Como era de se prever, como era de se esperar.

Se foi, como sempre foi, sem se deixar tocar, sem se deixar aproximar.

Simplesmente foi…

Vivian.

Preciso aprender a ficar calada.

Sempre falei muito, desde cedo na vida. Minha mãe conta que quando fiz 01 ano já falava feito uma maritaca.

Mas agora, mais que nunca nessa vida, preciso aprender a me calar. A não falar, não perguntar, pra enfim, não acabar escutando o que não quero ouvir.

O telefone tocou e ela começou a falar como uma metralhadora giratória. Me perguntou e eu respondi, passei as informações que ela queria. Devia ter dito tchau quando a conversa já não tinha mais o que render. Mas não. Depois de falar tudo o que ela queria, comecei a perguntar. Aliás, comecei a encomendar uma entrevista. Ela anotou tudo o que eu queria saber e desligou.

Parei pra pensar.

Quando tivesse todas aquela informações que julgava serem preciosas, o que afinal faria com elas? No que elas contribuiriam pra minha felicidade?

Coloquei o telefone pra tocar.

“Olha, esquece a entrevista. Não precisa perguntar nada não. Não quero saber. Já dizia o sábio: “A ignorância é fator preponderante pra felicidade.” Por favor, não me conte nada. “

Bem nessa hora, outra vez, devia ter dito tchau. Mas não disse.

Continuei falando e falando e como falei…

Falei muito mais do que devia. Respondi a todas as perguntas das quais eu tanto fujo a tanto tempo. Ao invés de entrevistar, fui entrevistada.

Só disse tchau depois de ter chorado, sentido dor no peito, ficado sabendo o que não devia, ter falado o que não queria.

Preciso aprender a me calar.

Pensar mais que falar, fazer mais que pensar e chutar sempre que preciso. Todo o tempo, o tempo todo.

Beijos pra você que me visita.

Vivian.

 

O céu tá absurdamente azul  e eu queria me encolher.

Meu colega de trabalho tá aqui todo feliz por que a namorada dele chegou de longe. Contando os minutos pra ir embora  namorar. E eu queria me encolher.

Passei o dia rindo pras pessoas jurando felicidade, e tava até felizinha mesmo, mas agora com o fim da tarde chegando  tudo que eu quero na vida é me encolher.

Eu sei que o encolhimento não vai resolver nada na minha vida.

Não vai reverter qualquer situação irreversível, não vai me dar dinheiro, não vai me fazer mais bonita, rica ou feliz.

Eu sei, mas é que essa é a única coisa que tá na minha mão pra ser feito, encolher 🙁

Encolher e chorar, chorar, chorar até… Ai já to chorando! Merda!

Um dia isso vai passar… Eu espero.

Enquanto não passa eu me encolho.

Bom find pra vc que me visita.

Vou ali conhecer a Bia antes de me encolher geral.

Beijos,

Vivian :{

 

 

Encolher lá na minha caminha e ficar beeem quietinha…

 

 

A palestra com o Max Gehringer foi excelente. Ele é engraçado, simpático e bonitão. Falou um monte de verdades que eu precisava ouvir.

Minha carreira… Aaaa minha carreira. Não vamos falar nela que me dá mais vontade ainda de chorar.

To querendo chorar a semana inteira, mas ontem sofri alguns agravantes e hoje então… Por favor, não me olhe! Se você me olhar eu to chorando.

Com os agravantes de ontem e a realidade de hoje o chororô pode começar a qualquer momento. Mas não se preocupe. Vou segurar minha onda e deixar pra chorar das 18h às 18h30. É que marquei um encontro com o Querido e como vamos ter exatos 30 minutos esse vai ser todo tempo de chradeira. O bichinho é meu amigo, vem aqui pra me emprestar o ombro.

Ninguém manda ser amigo de garotinhas tristes.

Vou tentar parar de reclamar. O dia lá fora tá lindo e eu tenho 1001 motivos pra ser feliz. São tantos que to perdendo a conta, deve ser por isso que to tristinha hoje.

Meu horário de almoço terminou, vou voltar pra lida.

Mudei de “casa” outra vez no trabalho. A vizinhança é bacana mas a casa é a metade de uma kit, se é que você me entende. Vou  ter que me adaptar.

Tarde feliz pra você que me visita.

Beijinho triste,

Vivian Antunes.

Aaaa a Bia vai nascer hoje! A mãe dela vai ser internada às 15h. Ia te mostrar o texto que escrevi pra ela, mas joguei fora na faxina da mudança.

E aí um belo dia, sem ter nem pra que você olha alguma coisa e lembra…

Aí pensa no que foi, para pra olhar o que poderia ter sido…

Aí vai murchando querendo encolher, ficar tristinha…

Como são as coisas né? Podia muito bem ser assim a história:

E aí um belo dia você olha pra cadeira azul e lembra do artigo 5 ( não sei onde foi parar aqui no teclado o botãozinho que transforma o cinco em quinto). Lembra dele inteirinho, cada um dos seus detalhes e pode sem nem piscar, responder qualquer prova de qualquer banca e tirar 10!

Mas não, ao invés disso a história é:

E aí você olha pra cadeira azul e lembra que ela fez parte do cenário, que chegou onde hoje é sua casa por estar presente em um momento que foi mágico.

Que inhaca!

Como é que faz pra ligar a memória seletiva? Não tem um lance desses dentro da cachola da gente? Todo mundo tem isso ou só algumas pessoas?

Aí um dia você ativa um botãozinho mágico e esquece de tudo que já fez, mas que hoje não faz mais bem.

Esquece e vai embora…

E aí…

Aí começa a escrever outra história!

Beijos pra vc que me visita.

Aaaa e hj que recebemos 18 lindas visitas! Batemos TODOS os recordes. 🙂 Beijos muitos pra todo mundo que veio aqui.

É, eu sou carente mesmo e se vc viesse e deixasse recadinho além de beijo ganhava massagem na mão! kkk

Vivian Antunes.

Meu sonho de consumo não era estar aqui em pleno feriado.

Quisera eu realizar o desejo de ontem ( praia + coisa gostosa + beijo na boca) durante ele.

Mas como eu tenho aula hoje e na quinta, não vai rolar.

Por favor, acredite que esse é o único motivo por que eu não estarei realizando cada um dos itens desse desejo triplo. Acredita vai? Por favor! kkkk

Como, pelos motivos acima descritos, não poderei me ausentar do cerrado, vou  ao desfile.

É! Falei isso no trabalho e ouvi mais de uma vez: “Isso é programa de índio!” 

Índio é a vovózinha!

Eu não vou lá assistir os moços desfilando não! Assim, todo o respeito a todos os moços que desfilam. Beijos mil pro Diógenes, Túlio, Juninho, Marquinhos…

Mesmo tendo esses meninos queridos marchando lindamente não vou lá pra ve-los. Desculpe garotos.

Eu saiu de casa lá pelas 10h, chego na Esplanada 10 e alguma coisa a tempo de arrumar um lugar bem no meio do gramado pra ver a Esquadrilha da Fumaça.

Gente do céu! Sou complentamente apaixonada por eles.

Tanto que ano passado depois de 07 de setembro mandei um e-mail me declarando que até foi publicado na revista. É, uma revista deles que não me lembro o nome. Sou chique bem.

Mas é bom demais! Eles são incríveis e eu me divirto como criança vendo as acrobacias.

E amanhã, vou, feliz, contente, radiante e sorridente pela estrada a fora eu vou bem sozinha assistir a Esquadrilha da Fumaça.  É certo que até o ano passado eu tinha companhia pra esse programão. Mas a companhia fugiu! Ué? Quis fugir, fugiu! Tchau ex companhia, vou sozinha mesmo.

Então queridão, amanhã se você quiser me encontrar, basta ir lá bem no meio do gramado da Esplanada. Se não nos conhecemos e você fizer questaõ de me achar pode procurar a criatura mais empolgada, saltitante, pululante (pululante pra vc que não sabe é aquela que pula), gritante e palmante ( aquele que bate palma) que estiver com um boné lilás. Sou eu!

É que eu fico de boca aberta olhando pro céu, batendo palma, dando gritinho, me encolhendo quando parece que um avião vai bater no outro. Quem vê a cena pensa que eu nunca vi um avião na vida, dirá a Esquadrilha se apresentando. Não vou te contar quantos shows eu já assisti, tá gracinha? Até pq não sei!

Olha, mas pensando no calor que tá fazendo nessa terra, eu te juro, que trocava tudo isso por um dia no Itiquira. Se tivesse escala no poço das Esmeraldas então… Ai ai. Mas não tenho carro, e por isso não tenho jeito de chegar lá! Por esse motivo, estou MORTA de feliz em poder assistir ao show da Esquadrilha da Fumaça no meio, bem lá no meio do gramado seco da Esplanada.

Só pra vc não ficar curioso: Ontem fui embora com um querido especial. Ficamos lá na fonte da torre um tempão falando besteira, dando risada e olhando a noite linda. Passamos num lugar pra comer e depois fomos pra casa.

Foi bom… 🙂 🙂 🙂

Legal saber que  coisas boas acontecem quando a gente menos espera.

Meu humor não sarou de vez mas melhorou bastante.

Só mais uma: O moço do carro das bolinhas desapareceu de vez. As plantinhas estão tristinhas. Acho que eu vou atacar de regador ambulante. Claro! Todo regador é ambulante né? Daaaaaaaaaaaaaammmmmmmmm

Beijo pra você que me visita.

Bom feriado.

Depois te conto como foram as coisas. hihihihi

Vivian.

Domingo passado acordei e dormi de novo. Preguiça domingueira.

Dormi e sonhei.

Quando vc sonha tudo fica tão perto, tão real que dá saudade.

Por mais que a pessoa seja ela com outro rosto, mesmo assim aparece de não sei onde nem pq o tal do sau junto com a dade.

E aí foi a tragédia da semana.

Durante dias lembrei, chorei, esperneei.

Aí pra completar a quase tragédia grega fui a lugares que havia abandonado há tempo. Foi o complemento.

Mais choro, lembrança e esperneio.

Regredindo. Jesus, to regredindo. Me ajuda!

Mas acalmei.

Tá bom. To acalmando né?

Quando disse que não ia olhar pra trás tava super bem intencionada sabe? Mas o que posso fazer? De boa intenção o inferno tá cheio né? Então..

Então, dei uma regredidinha, andei chorando, lembrando, com uma saudade de fazer medo.

Mas não se preocupe!

Hoje to bem!

Bem empolgada!

Tem show do Yamandu Costa na Sala Villa Lobos. É às 20h e DE GRÁTIS!

Se você estiver afim… Vou estar lá.

Beijos pra você que me visita.

Aaaa a Samantha,  Xande e  Siloé descobriram meu esconderijo. Já to com vergonha antes que eles cheguem aqui.

Vivian.

Nunca mais vi o moço do carro de bolinhas (achei que moço do regador é muito feio) mas dias desses passei pelas mudas de árvore e elas estavam molhadas, ou seja: ele continua fofo! kkk


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