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Reparou como a gente passa a vida tendo que esquecer?

Quando você é criança tem aquele cachorrinho lindo, fofo que é seu melhor amigo e companheiro. Até que um dia…

Até que um dia alguém deixa o portão aberto e ele desaparece. Pra sempre.

Você fica triste, chora e em meio às suas lágrimas ouve alguém dizer:

“Esquece meu amor, depois a gente arruma outro cachorrinho pra você.”

O tempo passa, você cresce um pouquinho e tem um grande amigo na escola. No fim de um ano letivo vocês em férias e no meio delas recebe um telefone dando tchau. Ele se mudou de cidade.

No meio da sua tristeza ouve alguém dizer: “Fica triste não. Vocês não vão perder o contato e já já aparecem amigos novos e você esquece.”

E os namorados?

kkk

Essa é a pior parte.

Entre um e outro a frase clássica é: “Pára de chorar, fica triste não, daqui a pouco você arruma outro e esquece esse bocó.”

Esquecer.

Parece que a gente vive pra esquecer.

Preferia que na vida não houvessem despedidas, fugas, mudanças ou portões abertos.

Inaugurar uma fase em que os amores não se fossem e não tivesse que esquece-los.

Que sua semana seja linda, sem esquecimentos forçados.

Beijos muitos,

Vivian.

Era uma vila com casinhas muito lindas.

Umas maiores, outras menores. Algumas tinham carros na garagem, outras não. Alguns carros eram muito, muito caros e bonitos. Outros simples. Os bonitões estavam sempre limpos e brilhando, já os simples alguns eram arrumadinhos, outros esculhambadinhos.

As casas da vila estavam distribuídas em um grande gramado. Gramado lindo, bem cuidado, verdinho sempre. Sempre mesmo, até em julho no auge da seca do cerrado o gramado era verde. Algumas vezes apareciam uns queimados aqui e acolá, mas nada que comprometesse a beleza do todo.

Os habitantes da vila viviam felizes.

Felizes assim né, uma hora mais outra menos. De vez em quando as representantes do sexo feminino tinham suas TPMs normais. O difícil era quando várias habitantes de uma mesma casa tinham a tal TPEMICA juntas. Mas aí é outro drama.

Quando havia alguma festa na praça a alegria era geral. As pessoas até se esqueciam por um momento de uma coisinha ou outra que amarelava o gramado e curtiam, curtiam muito.

Na maior parte do tempo a vida era tranquila e feliz a não ser…

Toda primeira noite de lua cheia tinha uma grande cerimônia na vila.

Não importava se  o céu estava limpo, se a lua estava espiando ou completamente desaparecida. Não fazia diferença se chovia ou fazia frio. Toda primeira noite de lua cheia as pessoas se reuniam em uma grande fila.

Em um canto da vila existia uma tenda. Toda fechada onde ninguém conseguia entrar. Essa tenda ficava iluminada somente na primeira noite de lua cheia de cada mês.

Assim que as pessoas viam que as luzes da tal tenda estavam acessas elas corriam formandoa fila.

A corrida era desabalada. Todos queriam ocupar os primeiros lugares. E todos, dos mais velhos aos mais novos, dos mais endinheirados aos menos afortunados, todos entravam na fila.

Apesar de grande a tenda tinha só uma abertura na frente. Era uma abertura tão pequena que dava para passar apenas um envelope. Cabiam envelopes bem cheios, mas apenas envelopes.

E todos os meses era a mesma história: as pessoas viam as luzes acessas, entravam na fila e pegavam seus envelopes. Alguns saiam olhando pra eles e sorrindo, outros olhavam e choravam. Ainda outros tentavam mostrar indiferença, mas poucos conseguiam.

Até que um dia…

A tenda desapareceu.

O primeiro a notar sua ausência ficou logo desesperado e deu o alarme:

A tenda que fica iluminada desapareceu!

Como assim?

As pessoas se perguntavam e olhando umas para as outras tentavam adivinhar o que aconteceria dalí pra frente.

O que faremos sem a tenda?

O que será de nós?

Até que pode se ouvir o mais otimista de todos:

Faltam ainda três noites para a primeira de lua cheia. Vamos esperar, ela vai aparecer no mesmo lugar de sempre.

E assim foi.

E assim foi a espera, por que o reaparecimento mesmo que é bom não aconteceu. Cada uma das noites começou e terminou, a lua se tornou cheia e a tenda não ressurgiu.

E agora?

O caos se instalou em definitivo na vila, todos até então felizes, contentes, radiantes e sorridentes não sabiam como seria a vida dali pra frente sem a entrega dos envelopes.

Até que surge uma outra notícia:

Joãozinho se mudou.

Pra onde?

A vila vizinha.

Mas por que ele fez isso?

Lá tem uma tenda maior que fica iluminada a cada troca de lua!

Cada troca?

É!

Mas eu nunca quero me mudar da Vila Feliz. Aqui é tão bom, as pessoas tão amigas. Gosto tanto de viver por aqui!

Mas e a tenda? Como você vai viver sem ela?

Não sei. Ainda to pensando no que fazer?

E você vai ficar aí pensando por quanto tempo?

Não sei… Pensando bem, como faz pra mudar pra lá?

Tem que esperar ter lugar em uma das casas. Ele disse que na dele tem um lugar desocupado e to indo pra embora hoje mesmo.

Vou sentir tanto sua falta… Mas quando tiver outra você me avisa?

Claro! Aviso sim. Deixa eu anotar seu telefone.

Será que não vale a pena esperar pela volta da nossa tenda?

E se ela nunca voltar? É preciso tomar uma atitude.

É verdade! Chegou a hora de tomar uma atitude, antes que a atitude que outros tomaram passe a tomar conta da gente!

 

Você lembra daqueles caderninhos que algumas meninas carregavam na época da escola que tinham um monte de perguntas?

Na primeira página enumerada sempre estava: “Qual é o seu nome?”  A última  pergunta, antes do “Deixe um recado para a dona do caderno” era: “De quem você gosta?” 

Lembra disso?

Eu sei que respondi um monte deles, mas nunca tive um pra chamar de meu. Não tinha paciência pra essas coisas de menininha. Eu tinha paciência papel de carta. Também foi só.

Mas então, se eu fosse responder a um desses caderninhos hoje e tivesse a pergunta: “Qual sua roupa preferida?” Iria responder, sem a menor sombra de dúvidas: “Calça jeans e camiseta.” E ainda ia completar: tênis, rabo de cavalo, mochila e ausência de maquiagem.”

Pra mim esse é o figurino perfeito pra trabalhar, sair com os amigos, ir ao shoppis, enfim, pra ser feliz.

É pefeitamente confortável mas nem sempre adequado.

Por isso, tem hora a gente precisa se adequar. E essa semana eu tentei.

Tentei tanto que até te contei a minha saga para usar o vestidinho.

Pois além do vestidinho nela ainda teve a maior de todas as novidades: Usei maquiagem TODOS os dias. Você não faz ideia de quanto isso é uma revolução ultra jovem pra mim.

Acho que dá pra ter uma vaga noção a partir de um post de dias atrás em que eu disse que um amigo falou: “Mas você não usa batom.”

Pois é, se ele tivesse me visto durante os últimos cinco dias poderia dizer: “Mas você usa batom, rímel, lápis, sombra, bluch!”

E agora, vendo essa semana posso até te dizer que gostei do resultado…

To começando a achar interessante essa história e o melhor: Nem preciso ficar fazendo força pra lembrar que meus olhos estão “adornados” (gostou da palavra? kkk) e que não posso coça-los loucamente como de costume.

Depois dessa revelação vou ali tomar banho pra arrumar o cabelo e amanhecer semi pronta.

Aaa ouvi os irmão Iglesias. Bacana.

A eloquência é uma caracterísca extremamente atrativa.

Beijos pra você e sábado feliz.

Vivian Antunes.

A última vez que falei da “ursa” o prato do microondas estava ricamente decorado com cera. Parte da cera que formava o lago foi retirada antes de endurecer e espalhada sem grande cuidado nas pernas “ursadas”.

Parei de te contar quando tinha como grande desafio da noite arrancar todo o grude que havia produzido.

A cera ainda estava meio quente e depois que nos falamos a última vez  fiz outras tentativas sem muito sucesso.

Desisti, e carregando quase toda cera do pote em minhas pernas fui tentar salvar o prato do microondas.

Tem coisa nessa vida que a vontade que dá é apagar a luz, bater a porta e sair correndo sem nem olhar pra trás. Confesso que isso era tudo que queria fazer quando me deparei com aquele prato completamente tomado por cera endurecida.

Misericórdia! O que é que eu faço?

Nessa hora todos os habitantes dessa casa já haviam se recolhido e eu tinha que tomar uma atitude!

Peguei o prato uma faca e comecei a esfregar.

Esfreguei, esfreguei e tive algum sucesso. Tirei muito do grude. Jogava fora, limpava e continuava.

Taquei água. Não adiantou absolutamente nada.

Álcool. Nada.

Álcool + bombril= algum sucesso.

Esfrega, esfrega, esfrega.

E aos poucos a cera foi saindo. Tinha hora que eu pensava: Não tem mais nada. Acabou. Passava a mão e achava.

No final terminei arrancando com a unha.

Tudo limpo!

Tudo não, ainda tinham as pernas! Duas, graças a Deus.

Lá fui eu: bucha vegetal e óleo bronzeador!

É! Não tinha outro óleo e esse é melhor que de cozinha né?

E lá fui eu: esfrega, esfrega, esfrega.

Quando terminei de esfregar e tirar tudo que podia fui procurar a cera que sobrara. Achei fácil, até por que dentro do pote,estava grudada em definitivo, a espátula de madeira. Coloquei tudo dentro de um saco, amarrei a boca e guardei.

E o resultado de tudo isso? Bem, não foi assim dos melhores. Como te disse a cera serviu mais pra fazer carinho que qualquer outra coisa.  Ficaram algumas ilhas aqui e acolá, mas…

Hoje cedo arrumei o cabelo, maquiei, coloquei o vestidinho cor de rosa e fui embora. Toda bonitona com as pernocas cheias de ilhas encantadas, um primor da depilação.

Quando é que vou tentar depilar com cera quente outra vez?

Nunca mais queridão. NUNCA MAIS!

 Aaa Só uma pequena dúvida: Pra que a cera foi guardada? Pra jogar fora depois, claro!

Beijos, Vivian.

Amanhã quero ir trabalhar de vestido.

Meu vestidinho rosa, lindinho, que só usei uma vez na vida.

Amanhá será o grande dia pra ele sair de casa outra vez.

Até aí tudo bem. Tudo bem se minhas pernas fossem de Sherom Stones.

Mas não! As minhas estão mais pra de urso polar, se é que você me entende. Perna de urso polar é muculosa e torneada? Se for, pula essa parte ao pensar nas minhas.

Então, para poder exibi-las amanhã tive que montar uma estratégia afim de abandonar ao menos uma das caracterísca de urso polar.

Fui até a farmácia e vim armada de um pote de cera. Não comprei da fria pq já foi comprovado científicamente pela minha pessoa que nas pernas da Bibi tirinhas de cera fria não tem grande sucesso.

Cheguei aqui, depois das 22h e comecei os trabalhos.

Coloquei o pote no microondas o tempo recomendado no pote: 1 minuto. Nada aconteceu, coloquei por mais 5 minutos.

Aí começava a primeira parte da tragédia: a cera é claro, derretou completamente, ferveu e derramou de maneira extraordinária.

Depois disso me pus a retirar a cera que estava lindamente esparramada no prato do forno e passar nas pernas da ursa.

Não posso imaginar o que faria se as perna fossem suas, pq sendo dessa que digita nesse momento fiz um estrago de dar medo.

Confesso que lutei, me esforcei, tentei mais de uma maneira, mas a cera maravilhosa em que investi dinheiro suficiente para comprar quase três caixas de chocolates, tá só fazendo carinho nos cabelinhos.

Ai que raiva!

Passo a cera quente, sopro, sinto queimar e tiro. Vem sem nada minha gente!

Uma luta.

Agora nesse momento to que é pura cera. Canela, mão. Um grude só. Minha gente que luta!

Se vou usar o vestidinho lindo amanhã?

Não sei né? Fui inventar de fazer economia na base da porcaria agora to aqui parecendo uma abelha na colméia.

O forno tá encharcado, eu to grudada e ainda ursada!

Ai que raiva.

Se conseguir desgrudar minha “alma” venho te contar do livro que terminei hoje.

Beijo grudento pra você!

Aaaaa esse é o post 101! Parabéns pra nós, heróis da resistência!

Vivian.

 

 

Oi pessoas!

Olha só a gente de cara nova.  🙂

Tava querendo clarear, deixar mais leve, mais pra cima.

Não tinha feito isso antes por não fazer a mínima ideia de como se mudam as coisas por aqui e por gostar muito daquela menina com jeito de rebelde.

Queria ter mantido a moça, mas meu designer me contou que não tinha jeito.

Hoje Vítor teve dó da escuridão que tava nessa casa e veio aqui dar essa cara nova.

E aí gostou?

Eu achei que tá de uma leveza de dar gosto.

Tem agora umas letrinhas novas e tudo mais. Juro que explico tudo direitinho pra você ao longo da semana.

Aaaa ontem e hoje consegui ser pontualzinha nos compromissos que assumi. Vou dormir pra conseguir chegar amanhã às 8h30 no trabalho.

Tenho algumas novas que estão me deixando muito feliz, durante a semana te conto.

Beijos,

Vivian Antunes.

Acredito que todo mundo tem alguma coisa que precisa mudar. Assim, eu espero que tenha né? Por que se você não tiver nadinha pra mudar, por favor, me conta como é ser assim tão feliz com você mesmo.

Eu, uma pobre mortal asmática e cada dia mais gorda, tenho mil e uma coisas pra mudar. Só de falar que sou asmática e uma gorda em construção você já vê claramente que preciso mudar meus hábitos alimentares e fazer exercícios. Isso é fato.

Esses são dois aspectos que necessitam de atenção urgentemente. Até pq com o avanço do inta existe aquela lei que puxa as coisas pra baixo né? A lei da qual ninguém nessa vida consegue escapar: A lei da gravidade! Ooo leizinha miserável. Por conta disso também é preciso correr contra o tempo.

Mas só pra esclarecer: com todos os inta que já são meus, minha asma e a ação da lei da gravidade eu to assim bem ga   aaa não vou ficar me promovendo pra você não!

Com esses dois aspectos que eu nem tinha me preocupado antes de começar a escrever, tem outros muuuitos outros.

To achando que um dos mais urgentes é a pontualidade.

Misericórdia!

Ando mais atrasada que todo mundo nessa vida. Assim, é muito atraso pra uma pessoa só.

Começo um grande parênteses: (

Acabei de receber um convite muito chique: conhecer uma meninazinha antes de seu nascimento! 🙂

É que a Beatriz vai nascer mês que vem, e agoara a tarde vai ser sua última ultra sonografia. E eu vou assistir.Vou conhece-la antes que ela nasça.

To me achando super importante. Nunca vi uma pessoa antes do primeiro choro. Amei o convite. Depois te conto como foi nosso primeiro encontro.

Aqui termina um grande parênteses. )

Todo esse atraso tem complicado minha vida de maneira significativa. To pensando nesse instante que talvez o atraso seja filhote da enrola.

Se eliminar um o outro deve morre junto né? Duplo homicídio!

Ia ser uma mão na roda.

Vou começar uma ginástica pra ver se mudo esse hábito. Não adianta eu planejar assim em público TODAS que necessito, que tudo de uma vez não rola.  To começando com essa. Depois que a pontualidade fizer parte da minha vida aponto outros aspectos.

Já que a consciência de que é preciso tomar providências quanto a isso é real, estou tomando algumas atitudes drásticas. Talvez não fale de todas elas aqui, é que pode não parecer, mas de algumas coisas ainda tenho vergonha de você.

De qualquer maneira fica aqui meu compromisso de contar as vitórias quando elas chegarem. Vou fazer um registro paralelo, até comprei um bloquinho novo pra isso, se tiver coragem um dia te conto.

Beijos muitos de uma Vivian que quer ser pontual.

Vou publicar sem ler outra vez. Se teve alguma coisa absurda de se ver releve por favor.

Acabo de reler e tirar o que de mais absurdo encontrei (domingo, 18 de setembro, 22h48)


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