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Começar e abandonar é o melhor caminho para a frustração.

Na adolescencia comecei a estudar música.

Começava largava, deixava, voltava…

Quando foi no início da vida adulta ganhei um violino e passei horas com ele e tio Clemente.

Começava largava, deixava, voltava…

Por fim tio Clemente morreu e eu abandonei o instrumento de uma vez, aliás, abandonei tanto que até dei o pobrezinho.

E aí hoje, pela primeira vez no ano, fui assistir a apresentação da Orquestra.

Quando os músicos foram entrando vi um menino em especial…

Me lembro direitinho a tarde que nos encontramos. Ele loirinho, bonitinho e ainda pequeno. Chegou com seu estojo, abriu e juntos fizemos alguns exercícios.

O mestre corrigiu aqui e ali, ajeitou uma mão, um dedo…

O tempo passou e ele continuou tocando enquanto eu…

Essa hora ele deve estar dormindo feliz. Afinal, tocou com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro a Sinfonia de Mahler. Lindamente.

É melhor pensar antes de começar pra depois não abandonar e ficar olhando na cara do E Se…

Aaaa, só pra constar: eu também vou dormir feliz. Mas por outros motivos…

Beijos pra você que me visita.

Vivian.

Não sei se já te contei, mas minha mãe é uma santa.

A bichinha todo dia faz comidinha pra eu almoçar, coloca na marmitinha toda bonitinha e eu almoço gostosinho.

É certo que para tal privilégio tenho que enfrentar a fila dos esfomeados.

A fila dos esfomeados fica nas catacumbas do G1 do Shopping. Lá em uma salinha com mesas, cadeiras, televisão, ar condicionado e microondas ficam os esfomeados em fila esperando sua vez de esquentar a marmita. Te confesso apesar da qualidade superior da comida em relação a que eu  compraria na praça de alimentação, eu não sou assim tão feliz por frequentar a dita fila.

Mas olha só  o que me aconteceu hoje: Estava eu na fila, eu e meus coleguinhas quando a porta da bendita salinha se abre e surge ninguém mais nem menos do que Papai Noel!

Gente, pasmem, Papai Noel almoça de marmita!

O cara chegou e eu com essa cara de  pau que Deus me deu olhei pra ele: “Papai Noel, comendo de marmita! Não acredito!”

Pra que eu fui falar isso.

O velhinho é bom de papo.

Desparou a falar que ele tem uma panela elétrica que faz um arroz em não sei quantos minutos e que ele coloca bacon, presunto, linguiça e um monte de outras coisas advindas do porquinho. Ele explicou cada detalhe da panela, do cardápio, contou história e…

Ufa!

Quando vi, já estava na minha vez de esquentar a marmitosa.

Deixei o mocinho de barbas e cabelos brancos contando a história da panela elétrica para alguns rapazes e fui esquentar minha comidinha.

Quando olhei novamente pra porta ele já tinha ido.

As renas o deixaram plantado ao pé da árvore gigante e se quiser ve-lo é só vir aqui.

Beijos pra você que me visita.

Vivian.

Mesmo com toda a vontade que sentia de entrar embaixo da cama e ficar lá pra sempre não foi isso que fiz durante o find.

É. Aprendi que quanto mais vontade você tem de se esconder mais se deve aparecer.

Ir pra rua, sair, passear, mostrar a cara forçadamente risonha!

E foi isso que eu fiz.

Fui pra rua, vi gente, conversei, dei risada, comi um churrasco MARAVILHOSO, assisti a um show e tudo. Enfim, me diverti! 🙂

É certo que o coraçãozinho bocó tava apertado e doendo. Putz grila! É meu caro, o coraçãozinho bocó voltou a doer e muito! Tá apertado, esmagado, doendo, latejando. Uma merda sentir isso. Eu jurava que já tinha passado, mas ainda não passou. Tá passando, acabando, mas ainda por aqui…

Então, deixa eu te contar do show…

Pra começar a comemoração do 51º aniversário do  Lago Norte teve um show triplo no estacionamento Deck Norte, com Móveis Coloniais de Acaju, Hamilton de Holanda e Marambaia.

Pra início de conversa choveu no horário marcado, mas quando começou, que delícia…

No Marambaia tem um cara que toca rock roll no bamdolim! Pense! Assim, não tem como falar o que é isso, bom demais!

Móveis Coloniais são simplesmente fantásticos! O vocalista parece uma lumbriga cabeluda em pé no asfalto quente! Pula feito um maluco no palco, e inacreditávelmente a voz do moço não sofre alterações. Tentei enteder qual é a dinâmica da coisa, mas minha compreesão não alcançou tal entedimento! Como é, que uma pessoa consegue dançar, pular como um maluco e a voz maravilhosa nem tremer?

Muito legal, muito bom mesmo. Eu e meu coraçãozinho bocó nos divertimos pra caramba!

E o Hamiltinho? Aaaa não preciso falar dele né? Ele já é paixão antiga. Agora ele mais Móveis, simplesmente tudo de bom.

Aliás, to começando a achar que tudo que se junta com o Hamilton fica mais que bom!

Enfim, Consegui colocar minha carinha na rua e disfarçar o que o coraçãozinho bocó tá sentindo.

Hoje parece que já passou muita coisa, muito tempo…

Uma hora eu sei que vou olhar pra trás e não vou nem lembrar, mas enquanto esse dia não chega…

Enquanto esse dia não chega grudo um sorriso de plástico aqui na cara e vou pela estrada a fora…

Beijos pra você que me visita.

Aaaa vi ontem Larry Crowne – O amor está de volta. Muito chato. A história é legalzinha porém previsível. Mas o filme é lento, lerdinho. Vítor dormiu de fazer gosto.

Quando deixo passar  tempo pra contar uma novidade perco um pouco do encanto.

É que os fatos vão se distanciando e parece que vão perdendo a graça…

Tinha que ter te contado como foi o feriado quando cheguei da rua, cansada, suada, queimada do sol…

Uma semana depois nada do que eu falar vai ter a mesma graça…

Mesmo assim vou tentar…

Quarta-feira consegui passar o dia inteiro na rua e pra me divertir!

Pirulitei de casa cedo. Dei a volta no Parque da Cidade e olha, aquele parque é GIGANTE! Misericórdia. Encontrei meus amigos maratonistas, Fernanda e Siloé, e até eles estavam correndo com cara de cansados. A seca tá arrasadora, e só pra confirmar: o parque é GI GAN TE.

Tá bom, todo esse gigantismo é exagero, mas leve em conta que  sou sedentária, asmática e que essa foi a primeira volta completa da minha vida!

Depois de sobreviver aos milhares de quilômetros, que a Fernanda me informou que são 8,  desci pra Esplanada. Isso é, a intenção era chegar até a Esplanada, por que como foi amplamente anunciado, eu gosto de ver a Esquadrilha da Fumaça lá no meio do gramado, pulando, gritando e batendo palma. Só a intenção, pq quando o show começou eu não tinha chegado nem ä rodoviária.

Aaa minha gente a essa hora eu já tava só a capa do Batman. Meus joelhos estavam doendo, um sol rachando o coco e eu lá, jurando ser gatinha… Quando vi que já tinha começado comecei a assistir de onde tava. Vi uma, duas manobras e me dei conta de que não era naquele lugar que queria estar. Já que não queria estar ali, comecei a correr!

Corria, cansava, andava.

Corria, cansava, andava.

Nesse ritmo de tartaruga fora de forma cheguei até a rodoviária, atravessei a multidão e cheguei ao gramado!

Tá bom, não foi no gramado que fica entre os mininistérios, mas já foi bem mais perto de onde eu queria.

Chegando ali comecei a curtir! E que delícia! Eles fizeram um show lindo! Gostoso e divertido de se ver. E eu bati palma, gritei, pul, não! Eu não pulei! Perna, joelhe e pé, tudo doendo. Não deu pra pular.

Achei esse video pra te mostrar um pouco do que foi: http://www.youtube.com/watch?v=0DNWkL8bdaw

Eles deram até tchauzinha na hora de ir embora. E eu, tava gostando tanto e achando que ia ter mais que nem “respondi ao tchau”. Aaa não ri da minha cara não! Eu fique feito uma tontonilda falando sozinha: “Aaa mas já acabou? Foi pouco hoje! Você devia ter avisado, se eu soubesse que era só isso tinha dado tchau.” É, eu achei pouco, e tive a cara de pau de ir embora achando ruim.

Não ri da minha cara não!

Eu falo sozinha sempre, pra mim é natural. Qualquer hora dessas falo sobre isso.

Saí de lá e fui pro metrô! Minha santa misericórdia! Tava absolutamente lotada a rodoviária e a estação.

Miraculosamente tinha uma cadeirinha abandonada bem em frente onde para o último vagão e eu sentei e esperei.

Esperei que o povo que tava louco pra chegar em casa fosse primeiro. Pq apesar da vontade que eu tinha, não tava nessa loucura toda. Quando chegou um que eu pude sentar vim embora, sentadinha e feliz.

Ai! Viu só? Acho que to ficando velha mesmo! Falei que tava com pés, pernas e joelhos doendo, que achei um lugar pra sentar na plataforma do metrô e esperei um vagão mais vazio pra poder vir sentada! Jesus misericordioso! Isso é sintoma claro de veera minha gente. Alguém me socorre dos meus 8 de maio em cima de 8 de maio!!!

Cheguei aqui tomei banho, comi e dormi. Quando acordei tava na hora de voltar.

Na Torre de TV teve show da OSTNCS e do Arthur Moreira Lima. Enquanto esperava, balões passaravam, bem na hora do por do sol. Enquanto os balões “subiam” o Eixo Monumental dava pra assistir o por do sol e ve-los voando por perto da lua. Um show!

Aqui dá pra ter uma ideia do que foi http://www.youtube.com/watch?v=iWhiSIlwJrQ, mas só uma ideia… Foi bem muito mais maravilhoso.

A bonita aqui, pro dia terminar perfeito, estendeu a canga no gramado, se acomodou linda, lora e japonesa! Com uma sacola cheia de coisas engordativas comeu, bebeu, deitou, levantou, encolheu, esticou e quando tudo terminou foi embora.

Procurei um video pra te mostrar mas achei só o do DF TV. Esse não tem graça de colocar, é certinho demais.

Quando cheguei em casa no fim do dia tinha tudo aquilo dolorido e uma canga pinicada e arrombada. É, a esperta que vos fala estacionou sua canga encantada perto ou em cima não sei, da moradia das formigas, e elas não perderam tempo. Pobre canga…

E esse dia valeu! Valeu pelo passeio, pelos shows que assisti, pelas pessoas que vi, pelo cansaço diferente.

Valeu por ter passado tanto tempo comigo e por ter treinado observar e comentar sem falar. Acredite, isso também é divertido!

Espero que sair de casa pra me divertir se torne uma rotina, pq quando isso acontecer não vou ficar tão dolorida…

Beijo pra você que me visita.

Aaaa o moço do carro das bolinhas sumiu em definitivo. Ainda não fui lá molhar as mudinhas… Acho que se depender de mim as pobrezinhas irão morrer! To sentindo isso…

Vivian Antunes.

To pra passar aqui desde segunda-feira quando cheguei em casa prá contar como foi o show do Yamandu Costa  mas não deu.  Enrolei a semana toda e não vim, mas pra compensar acesse esse link http://www.youtube.com/watch?v=TO3j268aGnM DEMAIS.

Então, foi muitíssimo lindo e divertido também.

Eu sou a rainha do De grátis. Coisa de gente quebrada, não sei se vc sabe como é… Mas funciona assim: acompanho a agenda cultural da cidade e quando se acha assim lá no final da descrição da programação assim: Entrada Franca aí pronto, foi dada a largada pra festa.

Mas quando isso acontece a gente tem que ir ao teatro durante o dia pegar o ingresso. É só ir e pegar. Pronto. Nessa hora eu te conto: faço parte de um outro clube: os sem ingresso. É pq além de gostar do show de graça eu não tenho como ir lá durante o dia pra buscar e depois voltar pra assistir. Então…

Então eu chego mais cedo e entro em uma fila de espera. Lá fico conversando e vendo os “ingressados” passarem.

Então estávamos lá na fila dos desengressados, descadeirados, desenteatrados… eu e Vitão quando observamos um rapaz a postos bem onde passavam as pessoas que tinham ido lá mais cedo buscar ingresso com um pequeno cataz em punho: VOCÊ TEM INGRESSO SOBRANDO? EU ACEITO!

Sei que sou privilegiada com a cara de pau que Deus me deu, mas esse moço além de cara dura tem atitude!

Ele não ficou nada com o cartaz e rapidinho conseguiu o ingresso que queria. Foi embora e deixou o cartaz milagroso.

O papelzinho mágico foi passando de mão em mão das pessoas do começo da fila. Até que chegou na minha mão.

Todos sabem que sou uma pessoa muito tímida, não falo com estranhos, nunca na vida falo em público e detesto aparecer, então quando me vi com essa frase do milagre na mão…

Minha primeira reação foi uma crise de riso e após trinta longos segundos: “Vítor, ninguém vai dar nada pra gente não”

“Calma menina, calma.”

Não demorou muito chegou um cara com dois ingressos e me deu de presente.

Passei o cartaz pra trás e entrei feliz da vida.

E o show,  em comemoração pelos 10 anos da Associação Cultural Ossos do Ofício,  foi um ótimo jeito de começar a semana. E que semana…

Se não acontecer nada de interessante nessa passo aqui pra contar o que me ocorreu na passada.

Beijos de céu azul pra você que me visita.

Vivian.


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