Pouco valor tem o papel que usamos para firmar nossos compromissos. O que importa de fato é o que foi registrado e o cumprimento do que se prometeu.

 

A folha de papel não tinha nada de mais.

Fora arrancada do caderno que tinham à mão, aquele que estava com eles todo o tempo.

Cheio de “orelhas de burro”, amassado, riscado, com a cara de quem já devia ter sido aposentado.

Mas era aquele o único conjunto de folhas presente.

Elas fariam parte da história.

Começaram escrever na primeira que fora arrancada:

*Esta folha, a partir desse instante, torna-se um documento.

Pararam, se olharam:

*Mas é claro que se torna um documento. Vamos assinar no final e, antes de assinarmos, vamos escrever assim:

“Declaro ser verdadeiro tudo o que aqui se encontra e comprometo-me a cumprir cada um dos itens em qualquer tempo e lugar em que os mesmos forem reivindicados.”

Escreveram a última frase antes da primeira, afinal, sabiam a que desejavam se comprometer.

O “miolo” do compromisso já estava bem claro em suas mentes, precisavam apenas formalizar.

E, depois dessa última frase, não arrancaram mais folhas do velho caderno:

*Daqui a pouco vai ter um monte de folhas voando e não vamos entender mais nada. Vamos deixar no caderno mesmo.

Quando começaram a conversar, o sol acabara de começar seu trajeto pelo céu.

Estava fresco.

Os pássaros recebiam o dia.

Não viram o tempo passar e, quando se deram conta, o sol estava no meio do céu.

Tiraram de suas mochilas sanduíches, encheram as garrafinhas de água fresca, foram ao banheiro. Esticaram-se na grama, gargalharam e voltaram ao trabalho:

*Não podemos deixar que o dia termine sem termos esse documento. Nosso tempo cem por cento juntos está terminando, temos somente mais alguns dias, não podemos nos separar sem ele.

E foi assim, depois de muito trabalho, riscos e rabiscos, bem na hora em que os passarinhos cantam para se despedir do sol, eles assinaram duas vias do documento oficial que ficou assim:

“Em nome da nossa amizade, que na presente data completa 15 anos, nos comprometemos a sermos amigos fiéis por toda a vida.”

“Temos muitos planos, mas não sabemos, não temos ideia de onde iremos parar, do que será de nós, mas prometemos solenemente sermos sempre fiéis um ao outro.”

“Hoje somos mais quebrados que arroz de terceira, mas, ao longo dos últimos 15 anos, sempre dividimos material escolar, comida, roupas… Aliás, sempre dividimos tudo que tivemos. Mesmo assim, sempre fez parte da nossa ética nunca explorar o outro nem ser abusado e, assim, continuaremos a ser: dando ao outro parte do que temos, mas sem nunca ser folgado.”

“Não é porque temos esse documento assinado que um vai folgar nas costas do outro se um ficar rico e o outro continuar pobre.”

“Batalharemos com afinco para darmos orgulho aos nossos familiares e um ao outro.”

“Caso um de nós precise de um órgão, medula ou qualquer outra coisa necessária para salvar sua vida, o outro será o primeiro a oferecer o seu.”

“Nunca, jamais um de nós passará necessidade em silêncio. Faz parte do acordo contar suas necessidades ao outro. Ninguém sabe o que calado quer.”

“O contato diminuirá com o tempo, a gente sabe e tem certeza disso, mas ao menos uma vez ao mês, nesse dia, mandaremos essa mensagem: “Céu azul, navegando a todo vapor” se tudo estiver bem ou então “À deriva” se algo estiver mal”.

“Ao notar necessidade, o outro entrará em contato imediatamente.”

“Nossos canais de comunicação sempre estarão abertos e acessíveis. É dever de cada um manter os endereços, telefones e notícias atualizados.”

“Tornamo-nos, a partir de agora, oficialmente responsáveis um pelo outro, pela integridade física, financeira, emocional e espiritual de nós mesmos e do outro.”

“Declaro ser verdadeiro tudo o que aqui se encontra e comprometo-me a cumprir cada um dos itens em qualquer tempo e lugar em que forem reivindicados.”

Eles leram e releram o documento.

Passaram a limpo umas quatro vezes e, por fim, depois de cada um escrever uma via, ambos assinaram as duas.

Abraçaram-se, apertaram as mãos, juraram amizade eterna e foram juntos para a parada de ônibus.

Dias depois foi, a formatura.

Festa, comemoração, despedida da galera, novos rumos…

Foram para faculdade.

Nos momentos de folga, se encontravam.

Saiam, trocavam figurinhas sobre tudo, como quando iam e vinham juntos o tempo todo.

Mas o tempo passa e a vida toma rumos diferentes.

Com ele correndo sempre se viram por dois meses seguidos enviando e recebendo apenas:

“Céu azul, navegando a todo vapor.”

Até que, em um mês, no dia marcado, um enviou a mensagem de que estava tudo bem e não recebeu a resposta imediatamente.

Ficou preocupado.

O outro sempre fora mais distraído.

Esperou até o fim do dia e resolveu telefonar:

*Oi, cara! Está tudo bem sim, só não vi mesmo sua mensagem. Prometo que isso não vai mais acontecer. Estou bem.

E assim aconteceu.

Nova formatura.

Outros rumos.

Mais longe, mais conquistas, maior distância.

Amores iam e vinham.

Telefonemas e mensagens também.

Amores vieram para ficar.

Um foi padrinho do casamento do outro.

As mulheres se gostaram logo de cara e, de quando em vez, iam visitar-se, viajavam juntos.

O tempo, a vida e os negócios de ambos seguiam a todo o vapor.

Mensagens iam e vinham contando maravilhas.

Até que um dia…

No meio da madrugada o telefone de um deles tocou.

Do outro lado o amigo desesperado pedia ajuda.

O outro, sem perguntar detalhes, sem querer saber o real motivo da ligação, levantou correndo, vestiu qualquer coisa e foi.

Chegou lá, tomou todas as providências e só saiu de perto quando tudo estava bem.

Depois disso, telefonemas desesperados foram feitos e atendidos tanto por um como pelo outro.

Telefonemas leves e alegres também se repetiram inúmeras vezes.

Muitos e muitos anos se passaram desde o dia em que assinaram aquele documento.

Nenhum deles nunca contou para ninguém o compromisso que tinham um com o outro, nenhum deles nunca cobrou do outro as coisas que ali prometera.

Até que um dia:

*Você ainda se lembra?

*Claro que me lembro.

*Lembra-se do que está escrito?

*Lembro sim e, se um dia fizer menção de esquecer, ele está aqui para não deixar que isso aconteça. – falou e tirou o papel amarelado e todo amassado de dentro da carteira.

O outro tomou o documento da mão do amigo e em meio a uma crise de riso por reconhecer sua letra do passado leu as promessas que fizera há tanto tempo.

Ficou sério e abrindo a própria carteira tirou sua via do documento:

*Uma vez ao mês, eu ainda o leio para ver se continuo cumprindo minhas promessas.

O amigo sorriu e o tranquilizou:

*Não se preocupe, você tem sido mais fiel que meu cachorro.

Eles riram e continuaram pela vida afora, sendo felizes, cuidando da própria vida, ajudando o amigo a cuidar da sua e tendo a certeza de ter o resgate garantido caso se encontrassem “à deriva.”

 

 

E aí você recebe uma promessa, seu coraçãozinho bocó fica todo serelepe e depois só se ouve cri, cri, cri

 

“Você não é obrigada a prometer nada a ninguém, mas, a partir do momento em que promete, é obrigada a cumprir sua palavra.”

Misericórdia!

Que pesado escutar isso, meu Pai.

Mas você já recebeu uma promessa de alguém?

Alguma vez na sua vida, sem ter nem pra que, alguém chegou e disparou uma promessa no seu ouvido?

O que aconteceu com seu coraçãozinho?

Causou uma revolução na sua vida ou você é tão tranquilo, confiante, quem sabe, despreocupado e nada ansioso que não  fez nem cócegas no coração?

Porque, meu amigo, quando alguém me faz uma promessa…

Engraçado, enquanto escrevo, me lembrei do meu aniversário de oito anos.

Quando eu fiz oito anos, as festas eram feitas na casa do aniversariante, não existia esse negócios de “casa de festa” e mais, lá em casa, mamãe fazia tudo: do bolo aos doces, passando pelos salgadinhos e toda a comilança que seria ali servida.

Lembro que, nessa festa específica, ela teve ajuda de uma vizinha.

Nessa época, a gente só se encontrava com refrigerante em festas de aniversário e isso, por si só, já fazia com que isso se tornasse um grande evento.

Minha festa foi da turma da Mônica.

Teve a “caixa do bolo” com a Mônica e o Cascão em cima e a mesa foi decorada com bonequinhos do Cebolinha, Mônica e Bidú, recheados de balinhas do coco enroladas em papel de seda, cheios de franjas.

Balões coloridos por todos os lados e eu toda lindinha com um vestido de organdi rosa e laço de fita no cabelo.

Lembro direitinho que a casa em que morávamos tinha uma varandinha minúscula e o quintal na frente e que passei a festa inteira em pé na varandinha encostada na parede com as mãos para trás esperando quem para mim era a mais importante de todas as convidadas: minha professora.

Eu nunca fui de ter melecotecho com professora.

Achava, eu juro que achava, desde muito pequena, que tudo que elas faziam, com carinho e dedicação, não passava de obrigação.

Criaturinha ordinária eu era!

Deve ser por isso que, depois que me tornei professora, quase não tive alunos que me dengassem.

A “lei do retorno.”

Mas aquela eu convidei para o meu aniversário.

Gostava dela e, também, a festa ia ser muito legal.

Esperei, esperei a festa inteira.

Todo mundo que chegava eu pensava que era ela.

E, a cada convidado, uma decepção.

Por mais que eu tenha esperado, ela não apareceu.

Fiquei triste de dar dó.

Mas, quando vi que ela realmente não viria, fui curtir minha festa que já estava perto do fim.

Lá pelas tantas, chegou uma prima que já era adulta e me contou a seguinte história:

“Vivi, eu comprei uma lancheira pra você, mas não trouxe. Amanhã vou deixar na casa da sua vó, você passa lá e pega, tudo bem?”

– Claro! – falei toda feliz.

Daquele momento em diante, passei a imaginar a lancheira em todos os seus detalhes.

Tanto que, se hoje eu encontrar essa lancheira na rua, juro que a reconheço.

No outro dia cheguei á casa da minha avó toda satisfeita:

– Oi, vó. A prima deixou a lancheira pra mim?

“Lancheira, minha filha? Deixou não.”

E essa foi a resposta para todas as vezes em que fiz a ela essa pergunta.

A prima nunca deixou a lancheira na casa da minha vó.

A tia da escola falou no outro dia que não tinha conseguido ir porque o marido havia saído com o carro e não tinha voltado a tempo e que ela com aquele barrigão, estava muito grávida a moça, não dera conta de ir de ônibus.

Eu entendi.

Mas a história da lancheira…

Até porque ela nunca me disse nada, e eu nem tive coragem de fazer uma cobrança pública.

Promessas…

Promessas feitas a crianças são realmente mais sérias, afinal, crianças são bichinhos inocentes que acreditam em qualquer coisa e, principalmente, nas pessoas…

Mas promessas são promessas.

Por isso, gatinho, cuidado com as promessas que você faz.

Porque quem as recebe e não as vê se cumprir pode muito bem se lembrar de você e suas promessas trinta e tantos anos depois.

Já pensou?

 

 

Viver em sociedade não é algo de todo fácil, é preciso aprender um tanto de coisas para se dar bem…

Já reparou que obedecer é uma questão de costume?

A gente vê isso muito em criança.

Dia desses, estava observando um bebezinho de 11 meses. O bichinho, a coisinha mais linda do mundo. Engatinhando para todos os lados e mexendo em tudo sem o menor critério.

Ele estava em uma casa que não era sua, por isso, o mundo de possibilidades para a exploração estava aberto e cheio de possibilidades mil.

Com as mãozinhas no chão, ia e vinha sem parar, a cada hora, um pouco mais longe.

De vez em quando, parava e procurava onde estava o pai que o seguia de perto.

Filtro?

Que filtro tem um menininho de 11 meses?

Nenhum.

Acompanhado de nenhuma gota de juízo.

Tudo que está ao alcance da mão é objeto mais que adequado para ser levado à boca, enfiado no nariz, no ouvido.

Seja um biscoito, o cocô do cachorro, um carroço de feijão, moeda ou bolinha de gude.

O pobrezinho ouve milhares de vezes ao longo do dia:

“Não pode! Não pode! Saia já daí.”

O pai tira do lugar de perigo e ele volta assim que se vê solto no chão novamente.

Conforme vai crescendo, começa a atender mais a voz de quem o ama.

Os filtros começam a surgir e ele, devagarzinho, começa a obedecer.

Treinando o que se faz necessário, indo, seguindo, parando, deixando de fazer.

E, assim, vai levando, para a vida afora, que existem coisas que não podem ser negociadas, precisam ser simplesmente obedecidas, como não colocar o garfo na tomada, não beber detergente, não entrar no vaso sanitário.

Coisinhas simples que aprendemos quando ainda não temos filtros.

Com o tempo, a esfera da obediência vai aumentando, vindo junto com as responsabilidades e, hoje, olhe aí você a quanta coisa precisa obedecer para se manter feliz, sem multas, em sociedade.

Misericórdia!

São muitas, muitas regras.

Mas como você aprendeu desde cedo a obedecer, o faz naturalmente e é feliz e faz o que precisa, nem sempre satisfeito, mas faz.

Por isso, meus parabéns!

Parabéns a você que é acostumado a obedecer ao que é inegociável.

Parabéns a você que, ao receber a uma ordem descabida, sabe argumentar, dialogar e se fazer entender com clareza.

Parabéns a você que sabe viver em sociedade.

 

 

 

 

 

O silêncio, quando encontrado, tem a incrível capacidade de transformar as pessoas e lugares, será?

 

O silêncio acolhe.

Quem por ele se deixa envolver consegue ouvir a si mesmo.

Mas quem consegue, onde se consegue ouvir o silêncio?

Absoluto, pleno, não sei onde encontrar.

Quando o sol vai indo embora de mansinho, o ritmo lá fora diminui lentamente.

Como quem não quer nada, esse, depois aquele, vai deixando para trás a rua e entrando em seu pequeno ninho à procura do sossego, do silêncio.

Dificilmente o encontram.

Afinal, é no ninho que são feitos os deveres escolares, roupas são lavadas e passadas, bolos batidos e assados, comidas são feitas, chão esfregado.

No ninho, longe dos holofotes, de coque e pé no chão, é onde tudo toma forma.

Lá, os sonhos e ideias são verbalizados pela primeira vez.

Em seu lugar mais íntimo, as pessoas revelam o que, na verdade, são. Quem, na verdade, são.

Na intimidade de seus ninhos, é que se amam, cuidam uma da outra, contam histórias, dão risadas, choram.

No escondidinho, onde quase ninguém vê, é que se desentendem, xingam, brigam, dão “piti”.

Vivem.

E viver é algo barulhento.

Extremamente barulhento.

Depois de horas no ninho, quando os deveres escolares foram terminados, as roupas estão em seu devido lugar, a metade do bolo já foi comida, estão de barriga cheia, quando o chão está brilhando, todos já tomaram banho, escovaram os dentes, fizeram xixi e suas orações, parece que, enfim, o silêncio começa a tomar forma.

Ele vai se concretizando a cada porta que se fecha, luz que se apaga, a cada resposta de um “boa noite”.

Vai tomando forma devagarinho quando a fala transforma-se em sussurro e tudo o mais que faz barulho dá o prazer da ausência, de mansinho.

Lá fora, o ritmo também diminuiu e, então, poucos carros deslizam lentamente, somente um ou outro, mais alegre ou desesperado, grita no meio da noite.

Os elevadores diminuem seu ritmo e apenas os eletrodomésticos conversam entre si.

Silêncio.

Ele está chegando!

Quando há muito o sol se foi, o silêncio finalmente toma conta do ambiente.

Envolvido por ele e pela escuridão que o acompanha, é possível ouvir o que diz o coração.

Reconhecer os sonhos, os pensamentos mais secretos.

E, no silêncio, longe da luz do sol e das pessoas desesperadas, é possível vaguear entre o que se pode, o que se tem e o que, de fato, se quer ser.

Tendo o silêncio como companhia, decisões são tomadas, lágrimas são derramadas e o perdão é solidificado.

O silêncio tem o poder de deixar mais calmo o coração, as ideias…

Ou não.

Não sei o que ele faz com você.

Vai ver isso tudo que falei não faz o menor sentido para sua pessoa.

Sabe-se lá o que interrompe o silêncio, aí, na sua cabecinha.

Se a bagunça, a farra e confusão suas forem muito grandes, deve dar até medo de parar e escutar.

Por isso, esqueça essa história de silêncio acolhedor, reconfortante.

Se não faz sentido para você, deixe isso pra lá.

Eu desejo que você tenha paz.

Sem fórmula, ao meio dia, no meio do engarrafamento e da confusão que é essa vida.

Quando a noite chegar e os barulhos se forem, desejo que, aí dentro do seu coração, você tenha paz.

Desejo que ela seja sua companheira em qualquer lugar, ouvido qualquer som, sob qualquer luz ou ausência dela.

E, com ela ao seu lado, que seja feliz.

Muito feliz!

 

 

 

 

 

Por mais difícil que estejam as coisas, o sol sempre estará ali indicando que há como recomeçar.

 

Nada como ter para onde olhar…

Saber exatamente onde descansar os olhos, pés, corpo exausto, coração.

Ter certeza de que, onde estivesse, em seus momentos de alegria, poderia encontrar sua cor mutante para comemorar suas vitórias.

Durante toda sua vida Ela olhara para o céu.

Gostava de ver o balé das nuvens, observar a festa que faziam os pássaros na imensidão azul.

Não perdia a chance de observar um pôr do sol nem admirar a lua e suas encantadoras fases.

Cada dia, de sua janela ou onde quer que estivesse, tinha a chance, a qualquer hora, de contemplar um espetáculo que parecia estar sendo feito somente para Ela.

E gostava, sentia-se privilegiada e feliz por isso.

Era um hábito.

Os hábitos são coisas interessantes de se observarem.

Você nunca na vida fez alguma coisa, de repente, sem ter nem pra que começa a fazer e, quando se dá conta, faz aquilo todo dia sem nem notar, automaticamente.

Estou falando de hábitos “não tão bons”, como, por exemplo, tomar refrigerante durante as refeições.

Você que passou a infância e adolescência inteira encontrando refrigerante só em festa e fim de semana agora quando ouve a frase:

“A senhora bebe alguma coisa?”

Responde sem nem pensar:

– Coca cola com gelo. Sem limão.

E, aí, em pouco tempo, vê suas contas de restaurante aumentando e seu buchinho se multiplicando.

Adquiriu o hábito de beber durante as refeições e não notou.

Agora, quando se trata de hábito saudável como praticar exercícios, usar protetor solar, beber água em quantidade adequada, é uma luta.

Cadê que vira um hábito sem você nem notar?

Tem de deixar bilhetinho em tudo que é lado, colocar despertador para gritar o dia inteiro, baixar aplicativo, um verdadeiro perrengue.

Mas, se lutar com vontade, um dia vira hábito.

Ela tinha por hábito, de verdade, olhar para cima e apreciar cada um dos espetáculos que lá aconteciam.

Mas o melhor de todos eles, o que mais aquecia seu coração, era saber que não havia noite escura que impedisse o sol de voltar a cada manhã.

Um dia, sua vida certinha e feliz começou a desmontar.

Coisas que Ela não tinha como impedir começaram a acontecer.

Seus olhos quase não se abriam de tantas lágrimas.

Em menos de uma semana, foram duas tragédias.

Antes que Ela pudesse entender a primeira, a outra aconteceu.

Não sabia por qual chorava, não sabia o que esperar do futuro, não sabia o que fazer.

Só chorava.

E Ela, pela primeira vez, se esqueceu de olhar para cima.

Esqueceu completamente que olhar para cima confortava seu coração, acalmava seu espírito, esqueceu que, depois da tempestade, por pior que ela fosse, vem o sol para aquecer, o vento para secar e que tudo passa.

Esqueceu que vidas podem ser refeitas depois das grandes tragédias.

Não havia como racionalizar nada, a dor era muito grande, Ela só conseguia lamentar e sofrer.

E chorou.

Chorou como se não houvesse amanhã, como se não existisse mais sol ou possibilidades de recomeço.

Até que, um dia, esqueceu uma fresta da cortina aberta.

Dormiu chorando e acordou com um pouquinho de sol fazendo graça em seus olhos.

Virou para o outro lado.

Foi quando ouviu um passarinho solitário cantando.

Ele cantava tão lindo, tão despreocupado que deu até vontade de levantar, ver onde ele estava.

Lembrou-se de um ninho que tinha visto na direção da sua janela dias antes de tudo desabar em sua vida.

Abriu a janela como há dias não fazia e viu que tinha chovido durante a noite.

Pela quantidade de folhas no chão e poças de água, viu que a chuva tinha sido muita e forte.

Procurou pelo ninho.

Estava no chão, completamente destruído.

Em seu lugar, o antigo dono, cantava alto e imponente, com o biquinho na direção do sol.

Nessa hora, ao ver o bichinho que naquela noite tivera sua casa destruída cantando, Ela sentou e chorou.

Em meio às lágrimas, Ela esquecera que o sol sempre volta e que há chances de recomeçar.

Ainda chorando e com o coração em pedaços, olhou para o céu e viu que ele estava limpo, azul.

O sol?

O sol brilhava e os passarinhos, mesmo com os ninhos destruídos, ainda cantavam.

E Ela resolveu levantar.

Sua dor não passou, a devastação causada pelas tragédias em sua vida continuava ali.

O que mudou foi o seu olhar: Ela agora olhava novamente para cima, para o céu, e via, mesmo entre suas lágrimas, que o sol estava ali para iluminar seu recomeço.

E, com a dor que sentia, as lágrimas que derramava e a esperança que tinha em seu coração, resolveu, ao menos nos próximos cinco minutos, permanecer ali, olhando para o sol e sentindo seus efeitos.

Foi só o começo, mas Ela sabia que, se continuasse o hábito voltaria, e tudo daria certo, ficaria bem.

 

 

 

 

 

Dificilmente alguém não viveu essa situação que você está passando hoje.

Se está tudo dando muito, muito errado na sua vida, pode olhar para os lados, perguntar para duas, no máximo três pessoas, que você vai achar, com certeza, alguém que passou ou está passando por situação igual ou pior.

Pesquise.

Se não tiver coragem de perguntar aos amigos, porque a situação está de dar vergonha, vá ao Google e procure as palavras chaves, garanto que você encontra.

“Pra que fazer isso?”

Ué, pra você ver como as pessoas saíram da situação.

Vai que tem uma receita, uma fórmula mágica.

Ou então ao menos o relato de que a pessoa saiu toda estropiada da história, mas saiu.

No sei você, mas eu gosto de saber que, mesmo estando até o pescoço no perrengue, alguém já passou por isso e sobreviveu.

Isso me dá força para continuar tentando.

Eu penso assim:

“Não deu certo desse jeito, mas quem sabe desse outro jeito dá. Ele saiu, eu também posso.”

E, assim, lá vou eu pela estrada a fora.

Agora, e gente que está com a vida que pediu a Deus, com tudo dando certo, direitinho e se mete em confusão sem necessidade?

Já viu gente assim?

A Criaturinha está andando por um caminho largo, bonito e florido: tudo dando certo no trabalho, sucesso, família feliz, morando bem, salário bom, reconhecimento e admiração de todos, até que…

Até que, de um minuto para o outro, parece que a Criaturinha em questão é picada por um mosquitinho podre.

Mosquitinho podre?

É!

Só pode ser a picada de um mosquito todo podre.

Porque, de uma hora para outra, sem ter nem pra quê, a pessoa começa a achar que está faltando alguma coisa.

Tudo bem, a insatisfação é algo inerente ao ser humano.

Os entendidos dizem que, conforme o homem vai tendo suas necessidades atendidas vão surgindo outras e mais outras que ele deseja suprir.

É normal.

Mas a Criaturinha começa a esticar o pescoço e olhar além do caminho florido.

Naquele mundinho encantado e colorido, não tem tudo que ela deseja. É preciso ir além, alargar as fronteiras.

Já que a necessidade existe, então, vai logo!

E lá vai ela.

Deixa para trás a segurança do que lhe é conhecido e parte para se aventurar por estradas nunca antes caminhadas.

Quando alguém mais experiente a vê se afastando, andando longe, procurando o que não guardou, dá o alerta:

“Criatura, aonde você pensa que vai? Está procurando o quê?”

A pessoa é adulta, acostumada com o caminho largo, bonito, florido, onde tudo dá certo, com sucesso, boa moradia, dinheiro, reconhecimento, admiração. Ela soube escolher os caminhos que a trouxeram até aquele momento.

Sendo assim, indigna-se:

– Sei muito bem o que estou fazendo, sei exatamente o que procuro.

Quem já assistiu a diversos filmes com o mesmo roteiro continua tentando alertar:

“Aqui onde você vive não tem o que procura? É preciso mesmo se aventurar em terra desconhecida? Quem andou por aí onde hoje você está achou o que procurava, mas também encontrou muitos problemas. É melhor voltar enquanto há tempo.”

A Criatura, adulta e dona de si, esbraveja:

– Do jeito que eu quero só existe aqui. Vai dar tudo certo, mas se acontecer algo errado, eu volto, não se preocupe.

“Cuidado, Criaturinha, você pode não ter para onde voltar!”

Isso aí é uma coisa que me deixa completamente indignada: quando tudo está mal, a pessoa até no Google procura um jeito pra saber como sair do atoleiro, agora quando as coisas estão todas certinhas, encaminhadas, com tudo para dar cada vez mais certo, a mesma Criatura vai procurar o que não guardou, onde não deixou nada e aí…

Aí, recebe conselhos.

Esses conselhos sempre vêm de quem sabe mais, mas quem sabe mais é tão fácil de deixar pra lá.

Geralmente é alguém próximo que está ao alcance das mãos o tempo todo. Aí a Criaturinha acaba racionalizando:

“Quer me manter por perto, só isso. Posso deixar seus conselhos aqui ao lado e continuar por esse caminho novo.”

E vai toda serelepe pela estrada afora.

De vez em quando, ainda ouve ao longe:

“Criaturinha, cuidado, ir por esse caminho pode ser perigoso. Procurar o que não guardou pode te fazer perder tudo o que conquistou.”

Mesmo assim continua.

Até que…

Até que a Criaturinha encontra o que não havia guardado, pega pela mão o que encontrou, traz para o caminho florido e vive feliz  para sempre.

Ou…

Eu não sei te dizer o que pode acontecer no “ou”.

Coisas não tão incríveis, quem sabe…

Aventurar-se por caminhos desconhecidos pode trazer maravilhosas conquistas, descobertas magníficas.

Nisso não há o que discutir.

Mas ignorar completamente a voz de quem já estava na estrada quando você lá chegou pode ser perigoso.

Afinal de contas, não é que quem aconselha “adivinha o futuro”, longe disso.  Mas é que algumas histórias sofrem poucas variações no roteiro e, como o conselheiro  já viu muitas histórias ao longo da vida…

Por isso, Criaturinha, aventure-se sempre, mas mantenha os ouvidos e  mente atentos, conselho bom previne ruína.

Com você já aconteceu de gostar muito de alguém de longe e, ao chegar perto, se decepcionar grandemente?

Sei lá, uma amiga do trabalho que você acha simplesmente o máximo aí, depois de vários e vários almoços durante a semana, resolve convidar para um churrasco de domingo.

O motivo?

Para que a sua família da qual você tanto fala possa conhecer a família dela da qual você tanto ouve falar.

No churrasco, a interação é completa, assim como você e sua amiga, as crianças se acertam, os maridos rapidamente desenvolvem um papo legal e vocês saem dali já com um próximo encontro  marcado.

As saídas se repetem com sucesso e os laços de amizade se fortalecem.

Até que, depois de um longo período de mil e um encontros, resolvem marcar uma viagem.

Coisa rápida, apenas um feriado, viagem curta.

Vão todos felizes e saltitantes.

Na volta ao trabalho, não há mais amizade nem mesmo para uma reunião profissional.

A coisa foi tão feia que há medo de que não exista nem mesmo a civilidade.

Uma de vocês consegue mudar de unidade e, a partir de então, nunca mais se veem.

O que aconteceu?

Chegaram perto demais.

Vocês e suas famílias sentiram o perfume dos cabelos uns dos outros e tudo o mais que a proximidade trás.

Sentiram e não gostaram.

Chegar perto demais, estreitar a convivência, é sempre perigoso.

Existe o perigo de que, ao descalçar os sapatos, descer do salto e começar a andar de pé no chão, esse desmonte das formalidades traga transparência demais.

Algumas pessoas não suportam ver o outro como ele realmente é.

É que alguns vivem um personagem tão bem elaborado e construído na vida profissional e social, mas são completamente diferentes na intimidade.

No círculo íntimo, não são nada daquilo que vendem lá fora e, por isso, você que vive no círculo maior, ao entrar na intimidade, se assusta e, aí, não quer mais fazer parte é de nenhum.

Realmente, chegar perto demais é muito perigoso.

Tem o grande perigo também de se admirar a pessoa profundamente e, ao chegar mais perto, descobrir que ela é muito mais incrível do que parecia ser.

Dia desses, li o depoimento da esposa de um amigo no dia do seu aniversário que me deixou muito feliz: ela falou mil e uma qualidades do cara e entre elas disse mais ou menos assim:

“Ele é aqui em casa exatamente do mesmo jeito que é na comunidade.”

O moço em questão é líder de uma comunidade grande, onde é conhecido pelo seu bom humor, alegria e sorriso fácil.

Achei que a declaração da esposa serviu como um certificado de qualidade: “O “produto” se comporta da mesma maneira em todos os ambientes”.

E isso não tem preço!

Saber que uma pessoa que você acha bacana e admira é admirável até mesmo quando o caos se instala é demais de bom!

Não estou falando que a vida do moço é um caos, claro que não.

Estou falando, que dentro de casa sempre tem arranca rabo, um contra tempo, dias nublados e, mesmo assim, lá no escondidinho, de pé no chão, a criatura é “exatamente do mesmo jeito” que é na rua.

Muito bom saber que a propaganda não é enganosa.

Aí, parei para dar uma olhada para minha pessoa.

Será que as pessoas que chegam perto de mim se agradam com o meu perfume? Será que gostam do cheiro dos meus cabelos ou têm vontade de sair correndo?

E com a sua pessoa?

O que acontece?

Feliz aquele que, ao deixar que dele se aproximem, mostra ao mundo que é melhor, bem melhor, mais cheiroso e confiável do que aquilo que pensavam que ele fosse.

 

 

 

 

Quinto dia do ano.

Ainda dá tempo de começar os seus propósitos de ano novo, não dá?

Assim, todo mundo fica esperando o início do ano para colocar em ação novos rumos na vida, novos planos, mas você sabe que isso é besteira, né?

Ciclos menores como o de 24 horas, ou mesmo o menor de 60 minutos, podem muito bem ser marcos de mudança na vida.

Mas, como estamos vivendo a primeira semana do ano de 2018; vamos aproveitar a deixa e começar vida nova.

Você fez planos para esse novo ciclo de 361 dias?

É, por que já se foram quatro, amigão.

Tem de levantar e começar agora, ou você que gosta de grandes acontecimentos para tomar grandes atitudes, daqui a pouco, vai dizer que vai deixar “aquele” propósito para o ano que vem.

Então, a você que já anotou tudo e está trabalhando arduamente para conseguir seus objetivos em 2018 quero  pedir uma só coisa:

Faça tudo no mais absoluto silêncio.

Sim.

Faça, mas faça calado, faça quietinho.

Por quê?

Eu te conto:

Você tem um sonho há muito tempo. Muito tempo mesmo:

Quer publicar um livro com todas as poesias que escreveu desde a sua adolescência.

Já tem editora, tem a grana e está com tudo pronto: esse ano o livro sai.

Aí, como está todo satisfeito por que vai realizar seu sonho, conta para um amigo.

E ele  pergunta, na lata, quanto vai gastar.

Você, todo inocente e satisfeito, conta para ele o quanto já gastou, o quanto ainda vai gastar para ver seu livro nas prateleiras das livrarias.

O moço o olha com a cara mais desconfiada do mundo:

“Esse dinheiro era mais que suficiente para você comprar um carro novo.”

Tá vendo?

Por isso que falo: sonhe, planeje e trabalhe calado.

O sonho, o propósito de ano novo é seu.

O livro publicado, a casa nova, a viagem, o emagrecimento, mais tempo com a família, ou seja lá o que for, são suas prioridades, para sua vida, ninguém precisa ficar sabendo.

Agora, se você for meu parente e não conseguir ficar calado aguente o tranco.

Contou o sonho e a criatura do outro lado desdenhou do que para você é tão importante, simplesmente ignore.

Quando ouvir:

“Esse dinheiro era mais que suficiente para você comprar um carro novo.”

Conte pra ele a importância do seu sonho.

O valor que é ter um sonho e trabalhar por ele.

Ou, simplesmente, ignore.

Acredito piamente que pessoas  que colocam água no sonho alheio são aquelas que não têm coragem de sonhar, muito menos de trabalhar caso algum dia tenham sonhado.

Por isso, queridão, sonhe, planeje, aproveite o começo de mais esse ciclo e, se alguém desfizer de seus propósitos, não se esqueça de que eles são seus e só você tem que acreditar neles, lutar por eles.

E eu, bem,  desejo sucesso, porque do lado de cá sonho é mato!

 

Incrível o poder que têm as lágrimas.

Quando derramadas, não importa onde, como ou por quem, elas causam algum tipo de comoção.

Quem está em volta daquele que chora fica visivelmente incomodado: alguns se afastam, outros fazem de conta que não estão vendo e alguns poucos se aproximam querendo saber o que podem fazer para ajudar.

Quer ver isso acontecer quase que instantaneamente é quando um homem, marmanjo de tudo, não consegue esconder o que sente e simplesmente chora.

Quando acontece isso e o pobre moço está sozinho, o primeiro que passa tenta acudir.

É automático.

Parece que ele não tem o direito.

Caso seja criança desacompanhada, as pessoas se mobilizam para encontrar a mãe, o pai, o responsável. É preciso entregar o pequenininho para quem de fato o console.

Chorar é bom, lava tudo, limpa a alma, deixa leve.

Depois de um choro bem chorado, passada a dor de cabeça e o inchaço da cara, as ideias se clareiam, o coração fica leve, a mente fica pronta para decidir.

Mas, apesar de sabermos de tudo isso, não conseguimos, não aceitamos assistir às pessoas chorando ao nosso lado e, por isso, só por isso, tentamos fazer com que parem de alguma maneira, que se acalmem, para que deixem de desaguar.

Acho essa atitude muito bacana e confesso que, nem que seja oferecendo lencinho de papel, eu também tento consolar os chorões que cruzam meu caminho.

Mas existe uma categoria de pessoas que chora e eu acredito ser de bom tom manter a distância, aliás, não é bom nem olhar.

Isso acontece, a meu ver, quando uma mãe está tentando acalmar seu filho nervoso que chora, grita e esperneia.

Ao se deparar com uma situação dessas, só se aproxime se tiver algo realmente interessante para distrair o pequenininho. Algo que você dará a ele e desaparecerá em seguida.

Se não for assim, você que não entende nada de crianças, que nunca criou nenhum passarinho, por favor, siga a sua vida sem nem olhar para trás.

Nunca, nunca mesmo critique ou lance olhares de reprovação.

Cada um sabe de si e você que não sabe o que motivou o choro, não sabe como foi a noite daquela criança, nem se ela está com dor ou fome, por favor, não se meta.

Afinal, o choro, o derramamento público de lágrimas é sinal claro e notório de algo que não está normal e quem deixa que os olhos vazem assim no meio da rua, ou está lidando com quem chora desconsolado, precisa de qualquer coisa, menos de acusação.

Por isso, hoje, só por hoje, estenda a mão, o lencinho, o ouvido e exercite sua empatia com quem chora.

 

 

Imagine você ajuntar uma letrinha na outra e depois, muito tempo depois, ficar sabendo que aquele ajuntamento mudou o dia de alguém?

De uma só pessoa que leu e deu um leve sorriso.

De alguém que se emocionou com sentimentos que nasceram do seu coração, que gargalhou, que chorou.

Imagine você ajuntar uma letrinha na outra e depois, muito tempo depois, ficar sabendo que aquele ajuntamento conseguiu traduzir tudo que uma pessoa tinha em seu coração e não conseguia expressar.

Que suas palavras traduziram, tornaram real um sentimento escondido que aquele que sentia não conseguia verbalizar.

Imagine você ajuntar uma letrinha na outra e depois, muito tempo depois, ficar sabendo que aquele ajuntamento fez quem o presenciou viajar no tempo e no espaço?

Fez a pessoa voltar a ser criança e sentir o cheiro do bolinho de chuva feito por sua avó.

Fez com que seu coração batesse mais forte ao imaginar o dia do próprio casamento ou do nascimento de um filho.

Imagine você ajuntar uma letrinha na outra e depois, muito tempo depois, ficar sabendo que aquele ajuntamento fez a pessoa tomar coragem e reescrever a própria história, tomar novas atitudes, assumir responsabilidades, correr atrás de um sonho.

Imagine você ajuntar o que te faz feliz com o que alguém precisa ler para ter seu próprio mundo transformado e saber depois, muito tempo depois, que por meio da sua arte alguém hoje, amanhã ou por alguns momentos foi mais feliz.

Imagine você…

Faça você.

Acredite que você e sua arte, seja ajuntando letrinhas, notas musicais, palavras ou cores pode sim transformar o dia de alguém, a vida de alguém, o mundo de alguém.

Dedique-se a ajuntar o que você tem e ser feliz, fazer feliz.

Feliz ajuntamento pra vc!

 

 

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